A trombose venosa superficial, também conhecida como tromboflebite superficial, é a formação de um coágulo sanguíneo em uma veia superficial, próxima à pele. Os sintomas geralmente incluem uma área avermelhada, quente, inflamada e dolorida sobre o trajeto da veia afetada. A veia constuma estar endurecida ao toque. A pernas são as regiões mais comumente acometidas. As complicações possíveis incluem embolia pulmonar (EP) e trombose venosa profunda (TVP). Os fatores de risco incluem varizes, gravidez, condições genéticas como mutação do fator V de Leiden, câncer, uso de anticoncepcionais orais, obesidade, cirurgias recentes e insuficiência cardíaca. O mecanismo subjacente pode envolver aumento da coagulação, redução da mobilidade ou lesão na parede da veia. A veia safena magna é acometida em cerca de 70% dos casos, e a veia safena parva em aproximadamente 15%. A trombose venosa superficial é um tipo de tromboflebite. O diagnóstico geralmente é baseado nos sintomas clínicos e confirmado porultrassonografia. Nos casos de baixo risco, o tratamento costuma incluir anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), compressas mornas e anticoagulantes. Para pacientes de maior risco, recomenda-se o uso de fondaparinux e apixaban por 45 dias. O uso de meias de compressão também pode ser indicado. De modo geral, a condição apresenta bom prognóstico. Um estudo identificou uma taxa de incidência de 6 casos por 1.000 pessoas por ano. As mulheres são mais afetadas do que os homens, e a idade média dos pacientes é de cerca de 60 anos. Indivíduos com episódios recorrentes, condição conhecida como síndrome de Trousseau, devem ser investigados para câncer subjacente. A trombose venosa superficial foi descrita pela primeira vez na Índia antiga por Sushruta.

Referências