Demétrio Vecchioli

Prefeito de SP, Ricardo Nunes (MDB) pediu presença de comissionados em ato pró-Flávio na Paulista e pedido de votos para candidato do PL

Demétrio Vecchioli, Alessandra Ferreira

21/10/2026 16:20

Divulgação/Assessoria

O Ministério Público do Trabalho (MPT) deu um prazo de 24 horas para a Prefeitura de São Paulo prestar esclarecimentos sobre a denúncia de assédio eleitoral da gestão de Ricardo Nunes (MDB) a funcionários comissionados da Prefeitura de São Paulo.

De acordo com a denúncia obtida pelo Metrópoles, servidores das secretarias da Educação, Saúde e Habitação afirmaram ter sido obrigados a comparecer a uma reunião política um dia antes do ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL), realizado na Avenida Paulista, no último domingo (18/10).

O MPT pede informações como a defesa da Prefeitura, a agenda do prefeito no dia da reunião e a relação de todos os servidores comissionados nas pastas convocadas para o encontro.
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Ministério Público do Trabalho (MPT) deu 24h para Prefeitura explicar reunião realizada no Comitê de Campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos)
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Denúncia anônima foi feita ao Ministério Público do Trabalho
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A reunião aconteceu no comitê político usado pela campanha da reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Cerca de 300 pessoas incluindo dirigentes de autarquias e responsáveis por áreas de secretarias municipais como Educação, Saúde e Habitação, foram convocadas para o encontro.
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Além do pedido de presença física no evento de campanha, Nunes teria pedido para que os servidores realizassem postagens nas redes sociais convidando outras pessoas para o ato e pedir votos para Flávio.
Conforme revelou a Coluna Demétrio Vecchioli, todo o primeiro escalão da cidade também foi escalado para atuar na manifestação – os secretários cuidando de trios elétricos e, os subprefeitos, para organizarem os quarteirões. Alguns deles só pediram votos para o candidato do PL pela primeira vez nas redes sociais durante uma reunião com o prefeito, um dia antes.
Procurada pela coluna, a prefeitura de São Paulo não comentou até a publicação da reportagem.

