Milena Teixeira

Denúncia aponta pressão para uso de camisas com o número 22; MPT cobra medidas da rede para evitar assédio eleitoral

Milena Teixeira

23/10/2026 17:36, atualizado 23/10/2026 17:43

Reprodução/MPT-SE

O Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia recomendou que a rede de supermercados RedeMix reveja o uso de uniformes com o número 22 após receber denúncia de possível assédio eleitoral contra funcionários. A recomendação foi assinada pela procuradora Maria Manuella Britto Gedeon do Amaral.

Segundo o documento, trabalhadores estariam sendo constrangidos a usar camisas com o número 22 durante o expediente. A empresa teria justificado a medida como parte da comemoração pelos 22 anos da marca.

Para o MPT, porém, a proximidade das eleições e a associação do número a uma candidatura à Presidência da República podem gerar constrangimento e sugerir apoio político dos empregados.
4 imagens
1 de 4
Presidente desafiou Flávio Bolsonaro a abrir sigilo bancário
Imagens cedidas pela TV Band
2 de 4
Flávio Bolsonaro e Lula
Renato Pizzutto/Band
3 de 4
Flávio Bolsonaro e presidente Lula
Renato Pizzutto/Band
4 de 4
Debate entre Flávio Bolsonaro e Lula na Band
Imagens cedidas pela TV Band
O órgão recomendou que a empresa revise ações promocionais e evite mensagens ou símbolos que possam ser interpretados como propaganda eleitoral. Também determinou que a rede se abstenha de pressionar trabalhadores a apoiar candidatos ou partidos, sob ameaça de demissão, perseguição ou outras formas de retaliação.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Entre as medidas previstas estão a criação ou reativação de um canal anônimo para denúncias de assédio eleitoral, a divulgação da recomendação aos funcionários em até 48 horas e a garantia de condições para que todos possam exercer livremente o direito ao voto.
A RedeMix deverá comprovar, em até cinco dias após o recebimento do documento, as providências adotadas. O MPT alerta que o descumprimento poderá resultar em medidas administrativas e judiciais, além de eventual representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A recomendação tem caráter preventivo, e os fatos relatados na denúncia ainda dependem de apuração.

